O Vigilante Sanitário

Archive for dezembro \25\UTC 2009|Monthly archive page

Segundo a Anvisa, esse tipo de bronzeamento aumenta os riscos do câncer de pele. Clínicas de estética prometem entrar na Justiça contra a decisão. A Sociedade Brasileira de Dermatologia apóia a proibição. As sessões de bronzeamento eram semanais. “Sempre fiz, muita gente faz”, comenta uma cliente. Há cinco anos o fisiculturista Samuel Vieria pegava um bronze artificial. Ficou decepcionado com a proibição da Agência Nacional de Vigilância Sanitária: “É algo muito importante para mim, para a minha imagem porque eu dependo disso para o trabalho”. A resolução da agência se baseia em estudos de um instituto internacional, o Iarc, ligado à Organização Mundial de Saúde. De acordo com o instituto, pessoas expostas a radiação de raios ultravioleta das câmaras têm 75% mais chances de desenvolver um melanoma, um tipo agressivo de câncer de pele. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, o risco de ter a doença é muito maior do que o benefício do bronzeamento. “Classificaram a radiação causada ou emitida pela câmara de bronzeamento no mesmo grupo de outras radiações tão cancerígenas como os raios-x, os raios gama e a própria radiação solar”, explica o diretor regional da Sociedade Brasileira de Dermatologia Sérgio Schalka. Clínicas de estética esperavam que tivessem mais tempo para convencer a Anvisa a manter as máquinas. A decisão da agência foi publicada no Diário Oficial na quarta-feira e clínicas tiveram que fechar as portas. A Associação Brasileira de Bronzeamento promete entrar na Justiça. “Não tem nenhum país do mundo que tivesse uma normatização tão rígida quanto a que já existia no Brasil. Exigia que todo bronzeamento tivesse acompanhamento médico, pré-avaliação, o tipo de maquina. A legislação era extremamente abrangente”, diz o diretor da Associação Brasileira de Bronzeamento Miguel Vietri. “Existem relatos claros da influência do ultravioleta que é emitido dessas câmaras em alguns cânceres de pele, em especial o melanoma. Então, achamos que o risco do melanoma é maior que o benefício do bronzeado causado pela câmara”, aponta o diretor regional da Sociedade Brasileira de Dermatologia Sérgio Schalka. Há três anos, a empresária Vera Kallas recebeu o diagnóstico. A pintinha nas costas que ela mal enxergava era um câncer: “Foi um choque. Até fazer o exame de sangue e ver o resultado que não havia entrado na corrente sanguínea são horas de terror”. A empresária, que chegou a fazer oito sessões de bronzeamento há alguns anos, passou a se cuidar. Agora só sai de casa com protetor solar, evita o sol e as câmaras: “O sol excessivo que eu tomei durante minha vida inteira, depois fazendo bronzeamento, tudo isso vai acumulando, que é o efeito acumulativo do sol no seu corpo e na sua pele”. A clínica que desrespeitar a medida pode pagar multa entre R$ 2 mil e R$ 1,5 milhão. A Anvisa informou que não vai rever a decisão, mas afirmou que o bronzeamento artificial pode ser usado no tratamento de doenças, como vitiligo e psoríase, mas com recomendação médica. Fonte: Bom Dia Brasil

Em Consciência Sanitária, Risco Sanitário, Vigilância Sanitária, 25 d e dezembro d e 2009 às 10:15 am

Em 16/10/2006, a RBS TV apresentou uma reportagem sobre a “Denúncia de venda de próteses sem licença”, mais conhecida por “Máfia das Próteses” e os responsáveis ainda contiunuam impunes…. Em 16/10/2009, após 3 anos, as mais de 4 mil vítimas de cirurgias de coluna ou quadril com uso criminoso de implantes ortopédicos metálicos clandestinos, sem autorização da Anvisa, esperam desesperadamente por justiça no Brasil! Um verdadeiro crime hediondo contra a saúde pública.

Em Notícia, Risco Sanitário, Tecnologia, Vigilância Sanitária, 25 d e dezembro d e 2009 às 9:44 am
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.